Categoria: Crônicas

julho 04, 2020

Se eu soubesse que isso ia acontecer

Essa semana mandei um story antigo para um amigo, lembrando de onde estávamos há dois anos, e ele me respondeu: “Se eu soubesse que esse dia nunca mais voltaria, eu teria aproveitado mais”. Fiquei pensando um tempo quanta gente deve estar pensando a mesma coisa: “Se eu soubesse que isso ia acontecer…”.Sabe aquela vez em que eu saí tarde do trabalho e um amigo me chamou para ir ao aniversário dele, mas eu não fui porque estava cansada? Eu teria ido. Eu teria feito também uma tatuagem nas costas. Aliás, uma só, não. Duas. Eu teria encontrado aquela amiga que falávamos “vamos marcar” há mais de seis meses. Teria...

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maio 20, 2020

Quando o amor acaba

Um dia você percebe que os beijos já não são mais os mesmos, a admiração virou incômodo, a paixão se tornou compaixão e aquela pessoa não é mais o licor de cassis do seu creme de papaia. Eis que, no caminho florido rumo ao mundo de Oz, surge uma bifurcação e cada um precisa tomar um rumo diferente, mas, na prática, não é tão simples assim. O fim de um relacionamento pode ser tão sufocante quanto escalar montanhas em grandes altitudes. Ao escutar “não dá mais”, o amor cede espaço para a raiva e todos os momentos bons passam como flashes na cabeça daquele que foi rejeitado, com a...

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novembro 16, 2016

Sobre livros e pessoas

Certa vez li um texto do psicanalista Contardo Calligaris que dizia algo do tipo: “Quer escolher um psicanalista ou um psicoterapeuta? Verifique se ele lê literatura.” O autor não se referia a Augusto Cury, Daniel Goleman, James Hunter ou outros queridinhos dos terapeutas. Ele se referia à literatura-literatura, obra de ficção, romance literário. No mesmo texto, Calligaris cita uma pesquisa publicada na revista Science que dizia que ler ficção literária melhora a teoria da mente, ou seja, um termo usado na psicologia que, em linhas gerais, significa a capacidade de compreender e elaborar a mente alheia. Segundo a pesquisa, o hábito de ler ficção faz com que você consiga...

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dezembro 02, 2015

O dia em que conheci Martha Medeiros

Não sei você, mas eu sou uma fã incondicional de crônicas. Palavra de origem grega, derivada do deus Chronos (personificação do tempo), serve para denominar um gênero literário que narra um determinado fato, obedecendo a ordem cronológica dos acontecimentos. Nada de firula, elipse, flashback, nem tentativa de prêmio Nobel. É como um barulhinho simples e compassado, feito um tic tac de um relógio, um assobio de um pássaro, uma brisa que passa repentinamente no fim da tarde e balança sutilmente os galhos da árvore. A primeira vez que escutei a palavra “frívola” foi num desses textos xerocados que o professor lê durante o ensino médio, explicando o que seria...

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