janeiro 02, 2019

Por que escrevo?

Numa dessas reflexões clichês de fim de ano andei pensando bastante sobre o motivo pelo qual escrevo.

Desde pequena, quando me perguntam o que gosto de fazer, costumo responder: “Escrever”. Mas será mesmo que o simples fato de sentar em frente a um computador e digitar em um teclado é uma das coisas que mais me dá prazer na vida? Definitivamente, não.

O que me dá prazer é dançar, ouvir música, uma taça de carménère, tomar banho de mar, o biscoito de coco que só minha tia Joelma sabe fazer, dentre outros detalhes que poderia continua citando. Escrever é mais uma necessidade, como escovar os dentes ou cortar as unhas do pé. Não é o ato mais prazeroso do mundo, mas você precisa fazer, senão terá sérios problemas.

Foi aí que cheguei à conclusão que escrevo, na verdade, para me conectar com pessoas. Poderia pintar um quadro, compor uma música, tocar um instrumento, mas optei por costurar palavras no papel. Quando escrevo com a alma, me sinto uma artesã, mudando parágrafos de local, buscando sinônimos, fechando os olhos e criando conexões e metáforas que expliquem exatamente como vejo o mundo.

Às vezes me incomoda as vistas, me dói o ombro, mas a sensação de receber uma mensagem de alguém dizendo: “Era exatamente isso que eu queria dizer, mas não sabia como”, não tem preço.

Vamos ser honestos: ninguém escreve para ser criticado. A gente quer mesmo é encontrar nossa tribo. Pessoas que compactuam dos mesmos pensamentos e sentimentos. Eu escrevo para ter pertencimento. Entre 7,6 bilhões de habitantes, estamos conectados nesse momento e isso é mágico.

Se você está aqui lendo esse texto, entre tantas coisas que poderia estra fazendo, entre tantos conteúdos disponíveis na internet, já temos algo em comum. É isso que importa para mim: essa conexão.

Palavras, por mais simples que pareçam, podem mudar o dia de alguém. Escrita sem sentimento é texto de MS-DOS. O que gosto de fazer é despertar sentimentos e afinidades.

Se você gostou do que leu, já subimos mais um degrau na afinidade. Já dá até para compartilharmos uma taça de carménère, ou um biscoito de coco (não necessariamente nessa ordem). Esse é o sentindo real da coisa, se é que você me entende. Para mim, isso basta.

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